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Por que ainda escrevemos sobre o amor?

O amor é um dos temas mais antigos da literatura.

Mudam os tempos, os costumes, as personagens e os lugares. Mas continuamos escrevendo sobre encontros, despedidas, desejo, saudade, ciúme, descoberta e perda.

Talvez porque nenhuma história de amor seja apenas uma história de amor.

Quando duas pessoas se encontram, carregam consigo suas memórias, seus medos, suas expectativas e tudo aquilo que aprenderam sobre estar ao lado de alguém.

Um primeiro beijo pode carregar a ansiedade de uma vida inteira.

Uma despedida pode transformar uma lembrança em presença.

Um encontro inesperado pode alterar completamente o caminho de alguém.

É justamente esse território de sentimentos que atravessa algumas das histórias de O Filho de N’Gora.

Em O Primeiro Beijo, existe a delicadeza da descoberta e o nervosismo diante de uma experiência que parece pequena, mas pode permanecer para sempre na memória.

Em Silvia, Uma Doce Lembrança, o amor aparece atravessado pela ausência e pela memória — porque algumas pessoas continuam fazendo parte de nós mesmo depois que deixam de fazer parte da nossa rotina.

Já em Magá e Minha Bruninha, o amor encontra outros elementos: aventura, mistério, natureza, escolhas e mundos que ultrapassam aquilo que conhecemos.

Escrever sobre relações humanas é, de certa maneira, escrever sobre aquilo que nos transforma.

Nem todo amor permanece.

Nem todo encontro termina como imaginávamos.

Mas algumas histórias continuam vivendo dentro de nós muito depois de a última página ser virada.

É sobre esses encontros, afetos, perdas e descobertas que este espaço também pretende conversar.

Porque algumas histórias de amor terminam. Outras continuam sendo escritas dentro de quem as viveu.

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